Tradução


A ideia de falar em público gera um medo pior que o da morte em muitas pessoas. No entanto, é bem provável que, em algum momento, teremos que falar diante de uma plateia e precisaremos lidar com esse medo. 

 

Por que temos medo de falar em público?
Nós, seres humanos, somos animais sociais. Isso é parte de nossa herança ancestral e a preocupação com nossa reputação pode atingir níveis exacerbados. A ansiedade pode disparar quando algumas pessoas falam com alguém que representa a autoridade.  

Antes de uma apresentação, é natural imaginarmos o que os outros podem pensar e, inclusive, temer uma resposta desfavorável. O medo é, na verdade, uma reação de defesa gerada pela parte do cérebro chamada sistema límbico. Tal sistema nos acompanha desde os tempos das cavernas, ele é o responsável por nossas emoções e instinto de sobrevivência, é o que dispara o instinto de fugir ou lutar.

Esse tipo de reação à ameaça, mesmo que imaginável, foi estudada por Charles Darwin. Durante uma visita ao zoológico ele colocou seu rosto perto do vidro, na frente de uma cobra que estava pronta para atacar. Toda vez que a cobra se arremessava para frente, involuntariamente, ele fazia uma careta e dava um pulo para trás. Isso o levou a concluir que a imaginação de um perigo nunca experimentado é mais forte que a razão.

O que acontece no seu corpo quando está com medo?
Imaginar ou vivenciar uma situação de perigo (cobra, falar em público, altura, andar de avião, etc) gera uma descarga elétrica em seu cérebro para estimular a secreção de um hormônio chamado adrenalina, que será jogada no sangue e enviada para o seu coração, e dali é distribuída para os membros do seu corpo, para uma rápida ação de fuga. Como consequência, o coração fica acelerado, a respiração aumenta, as pupilas se dilatam, o que dificulta a leitura de perto (discurso, lembretes) melhorando a visão de longo alcance para a fuga. Com isso, você enxerga com mais detalhes a sua audiência, o que vai piorando, ainda mais, o seu desconforto diante da plateia. O cérebro se concentra em somente uma coisa para poder identificar de onde vem a ameaça, e, consequentemente, você perde o foco na apresentação.
Além disso, seu corpo contrai a musculatura do pescoço forçando sua cabeça para baixo e sua coluna faz uma curva. Essa é uma postura de falta de poder (estudo da professora Amy Cuddy, apresentado no nosso post “Mude sua postura, mude sua vida”).

 
Durante os movimentos apressados dos músculos no processo de fuga, a adrenalina é metabolizada pelo corpo. Não ocorrendo a fuga, ficamos com um excesso de energia. E, como consequência, há um descontrole generalizado do corpo, surgindo o nervosismo e outros sintomas que muitos já experimentaram.

Como Lidar com a Ansiedade de Falar em Público
A ansiedade e adrenalina podem servir de combustível para entregarmos nossa mensagem com qualidade, o problema é ser paralisado por elas. A seguir, listamos algumas dicas de como minorar o stress antes de uma apresentação.

Mudança de Foco
Preste atenção nos seus pensamentos, se eles estão, obsessivamente, focados no que pode dar errado durante a apresentação: eu estou tão nervoso(a); e se der branco? e se eu não conseguir responder as perguntas? … Nesse caso, seu foco está no medo ou no que pode acontecer se falhar. Lembre-se, tudo que você foca aumenta, ou seja, a energia vai para onde o foco está.
  • A coach de voz Cynthia Zhai ensina um exercício para mudar o foco que é simples, rápido e, além disso, ajuda a relaxar o corpo: fique em pé com os dois pés levemente afastados (linha do quadril), braços esticados ao longo do corpo. Respire lenta e profundamente, expirando pela boca; à medida que você inspira contraia os pés, joelhos, coxas, suba os ombros e cerre os dentes e punhos. Mantenha a respiração suspensa e a tensão por pelo menos 5 segundos. Lentamente solte os músculos junto com a respiração pela boca. Repita esse exercício algumas vezes quando estiver tenso, pois ele ajuda a obter o controle do seu corpo e muda o foco do medo para a tensão muscular.
  • Outro exercício para mudança de foco é contar de 50 a 1 (de trás para frente). A mente para de se concentrar na fonte da ansiedade e direciona para outra atividade que não produz adrenalina.
Visualização
Visualize o sucesso de sua apresentação. Maiores detalhes no post “Visualizando o que Você Deseja”. Lembre-se que o nosso estado mental pode ser mudado com treinamento. E só você tem o controle disso. A decisão está nas suas mãos.
Deixaremos o link aqui para você ler e praticar essa técnica poderosa.
http://www.lunineurocomunicacao.net/2014/11/visualizando-o-que-voce-deseja.html
Outra dica é pensar em algum lugar que lhe proporcione muita tranquilidade, pode ser uma praia, uma cachoeira ou um passeio com a pessoa amada, etc. Enriqueça a sua imaginação com muitos detalhes na cena. Poderá fazer com os olhos fechados se preferir. Faça isso até sentir que sua respiração voltou ao normal e você está mais tranquilo.

Músicas
Ouvir músicas que acalme, antes da apresentação.

Alimentação
  • Beba um suco cítrico (laranja, limão) antes de começar sua apresentação, pois eles baixam a pressão sanguínea, diminuem os hormônios de stress e ansiedade em 15 minutos e seu efeito dura por 40 minutos.
  • Evite alimentos estimulantes do sistema nervoso (café, refrigerante de cola, chá-mate, energéticos, álcool).
Sono
Durma um número adequado de horas na noite que antecede à apresentação.

Respiração

Concentre-se na sua respiração e não no que estiver causando a tensão. Perceba o ar entrando e saindo dos seus pulmões. Isso fará seu cérebro parar de detectar a tensão e, consequentemente, parar de enviar estímulos para a glândula adrenal diminuindo, assim, a produção de adrenalina.

Respirar profundamente pode ajudá-lo a reduzir o estresse e a fornecer oxigênio ao cérebro para aumentar o foco. Tente dar, no mínimo, oito respiradas profundas por minuto. Demore quatro segundos para inalar, prenda a respiração por quatro segundos e demore outros quatro segundos para soltar o ar lentamente pela boca. Continue a respirar dessa maneira até perceber seu corpo mais relaxado e mais clareza de pensamento.
Você pode experimentar, também, um exercício japonês que diminui a pressão sanguínea e a quantidade de hormônios de stress. Coloque as mãos no topo de sua cabeça ou sobre seus olhos ou coração, respire fundo contando até dez enquanto visualiza uma luz curativa vindo em sua direção através de suas mãos.

Chiclete
Mastigar um chiclete antes de entrar no palco poderá aliviar a tensão nos maxilares.

Escolha Uma Palavra
Existe uma boa razão para as pessoas que meditam usar a palavra “Om”. Pesquisas mostram que pensar em uma palavra – qualquer palavra – altera a frequência do cérebro, ele passa de ondas Beta (onda cerebral de ritmo rápido e irregular) para Alfa (onda estável e rítmica).
Lavanda ou Baunilha
Passe creme ou óleo de lavanda ou baunilha nas mãos um pouco antes de começar sua apresentação. Esses aromas reduzem a ansiedade.
Para conseguir diminuir a ansiedade diante de uma plateia é necessário adotar um conjunto de medidas. Cada detalhe é muito importante. Prepare-se com muita antecedência. Antes que seu hipotálamo seja convencido, pelo seu corpo, que você está diante de um grupo de predadores.
Com essas dicas, conseguirá “enganá-lo” e o hipotálamo promoverá uma sensação de relaxamento que o ajudará muito.
Você deve estar curioso para utilizar essas dicas na sua próxima apresentação, não é mesmo? Ótimo!
Lembre de algum amigo que é muito ansioso. Lembrou? Compartilhe com ele essas informações. É bom que ele saiba disso.
Até mais!


Aprendemos na escola que somos animais racionais, usamos a razão nas nossas escolhas. Será mesmo? Muito do nosso comportamento é controlado por uma parte jurássica do nosso cérebro chamada, entre outros nomes, de cérebro reptiliano que, quando ativado, tem total prioridade sobre os outros dois cérebros: o sistema límbico, relacionado às emoções e o neocórtex, camada mais externa e genuinamente humana, onde opera o raciocínio. 

Julgamos o tempo todo, quase que na velocidade da luz, se algo é bom ou ruim, tudo baseado na nossa herança pré-histórica: “isto é comida para mim ou eu sou sua fonte de alimento?” Ainda usamos esse tipo primitivo de pensamento porque é rápido, barato (energeticamente) e efetivo.



Baseado no comportamento do outro, decidimos se podemos nos aproximar, se devemos nos afastar ou ignorá-lo completamente. Em fração de segundos nosso cérebro reptiliano, automaticamente, classifica todas as pessoas que entram no nosso campo de visão em quatro categorias:

  • Amigo: seguro ou pode oferecer um benefício em potencial;
  • Inimigo (predador): uma ameaça em potencial;
  • Parceiro sexual: companheiro potencial, talvez possamos passar nossos genes adiante;
  • Indiferente: não oferece benefício algum, não é uma ameaça ou parceiro em potencial, sem importância alguma.

Existem mais de 7 bilhões de pessoas no planeta, portanto por padrão estamos programados a ser indiferentes. Quando classificados como indiferentes, não importa se a mensagem é importante ou não, ela será ignorada certamente.
Culturalmente, damos muito peso ao que é dito, às palavras. No entanto, conforme o estudo, mostrado no post anterior, do psicólogo Albert Mehrabian, 93% da comunicação ocorre através da linguagem não-verbal: tom de voz, postura, gestos, expressões faciais…
Estes estudos também descobriram que as pessoas diante de uma mensagem verbal que tenha um componente não-verbal incongruente (incoerente, incompatível), tais como as palavras “eu te respeito” pronunciadas com um sorriso reprimido. Em geral, as pessoas respondem à mensagem não-verbal, mesmo que não a reconheçam conscientemente!
Visto que as pessoas reagem mais à incongruência, esta pode minar ou destruir a comunicação, mesmo quando a preparação do conteúdo estiver sendo feito de forma correta. Mais importante que o conteúdo é como ele soa (tom de voz) e como ele aparece (postura).

Se estamos programados a ser indiferentes, como podemos mudar isso de maneira a nos conectarmos com o público, colegas de trabalho, família e ser mais aceito?
Por sorte, os sinais que devemos passar aos outros para sermos classificados como amigos são simples. Veja por você mesmo:
Humor é contagioso: sempre verifique o seu estado de espírito antes de uma apresentação, pergunte-se se ele está de acordo com a energia que você quer passar. Caso não esteja, ligue para um amigo(a) bem-humorado antes da apresentação. Se você está entediado, não apresente nada, é preferível adiar a apresentação. Esse humor é facilmente contagiante.
Contato visual: estabelecer e manter contato visual com o público é sinal de respeito e reconhecimento, além de lhe fornecer valioso feedback. Divida sua plateia em quadrantes e a cada frase estabeleça contato visual com uma pessoa de cada quadrante. 


      
Sorrir (com os olhos, inclusive) por, pelo menos, 3 segundos. Sorriso é o sinal universal que indica “está tudo bem!” e, também, é uma maneira de indicar ao cérebro reptiliano das outras pessoas que  você não fará nenhum mal a elas. Quanto mais genuíno o sorriso, melhor. O neurologista francês do século XIX, Guillaume Duchenne identificou dois tipos distintos de sorriso: o verdadeiro e o forçado ou falso. Segundo ele, um sorriso verdadeiro levanta um músculo das bochechas, os olhos ficam mais fechados e cria “pés de galinha” em torno dos olhos.
Perceba a diferença dos sorrisos na imagem abaixo.

Sobrancelhas levemente elevadas indicam reconhecimento: "Eu reconheço você". Levantar a sobrancelha acaba abrindo mais os olhos, quase exibindo sua parte branca. Essa exposição acalma a(s) pessoa(s) que você está encarando.

Exibir a barriga desprotegida e as mãos vazias na altura da cintura: quando passamos a andar com os dois pés, a nossa barriga deixou de estar protegida pelo solo e nela encontram-se vários órgãos delicados. 
Quando estamos sob estresse (real ou imaginário), instintivamente, procuramos protegê-la. No entanto, ao exibirmos essa área sem proteção, inspiramos confiança ao cérebro primitivo do outro, pois estamos expondo uma das regiões mais vulneráveis do nosso corpo, deixando claro que não carregamos nenhuma “arma”.




Uma maneira de controlar o stress e, ainda assim, externar confiança é deixar suas mãos na área do estômago – trazendo a atenção inconsciente para essa região – protegendo seu umbigo com as mãos.
 
Dada a quantidade de estímulos com que somos bombardeados diariamente, indiferença é uma defesa e não uma falha. No entanto, em um mundo complexo como o nosso, serão apropriados julgamentos feitos em uma era onde nossa sobrevivência dependia da decisão de lutar ou fugir?

Comece a prestar atenção nas pessoas a sua volta e conecte-se com alguém que não chama a sua atenção. Faça contato visual, converse, peça sua opinião ou a convide para um café. Você pode descobrir que tem mais em comum com ela do que o seu cérebro primitivo inicialmente julgou.

Você, provavelmente, já sabe que colocando em prática esses conhecimentos facilitará muito a comunicação e sua aceitação pela plateia e pelas pessoas, de modo geral.


A voz humana é um dos instrumentos mais poderosos no mundo, ela pode iniciar uma guerra ou uma paixão louca. Pode levar uma multidão à loucura e delírio ou a um sono profundo.
O modo como as palavras são ditas tem mais poder do que o seu conteúdo. Conforme um estudo realizado pelo psicólogo Albert Mehrabian, a audiência divide a sua atenção da seguinte maneira:
. 55% na linguagem corporal,
. 38% na qualidade da voz,
.   7% na mensagem,
A voz reflete o estado emocional e é um indicativo de como você se relaciona com a vida.
Um estudo realizado pela Columbia School of Business, em Nova Iorque, comprovou que o poder muda a voz das pessoas. Tanto homens quanto mulheres em posição de poder ficam com a voz mais dinâmica e controlada. O poder provoca três mudanças no cérebro:

. Diminui o cortisol (hormônio de estresse),
. Ativa a parte do cérebro que está orientada à ação,
. Aumenta os níveis de confiança,
Por se tratar de um processo subconsciente, qualquer pessoa pode ter a voz com tais características. Porém, os pesquisadores admitem ser possível treinar a voz para que transmita poder. Um exemplo disso foi Margareth Thatcher que fez um treinamento vocal para baixar o tom e ficar com a voz mais estadista.
Há diferença entre uma voz poderosa e uma voz gritante. A voz ideal mistura tons altos e baixos, diferentes timbres e inflexões, pois isso mantém a audiência interessada. Uma voz sem inflexão é monótona e mais poderosa que qualquer sonífero. Faça o teste, lendo o texto abaixo em voz alta, sem inflexão alguma.
“É fácil trocar palavras, difícil é interpretar silêncios
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar.
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração.
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor.
É fácil sentir o amor, difícil é conter sua torrente.”
                                                 Fernando Pessoa
Agora leia enfatizando as palavras sublinhadas.
“É fácil trocar palavras, difícil é interpretar silêncios
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar.
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração.
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor.
É fácil sentir o amor, difícil é conter sua torrente.”
Observe como o texto soa mais interessante, aplique essa técnica nos seus textos, dê vida a sua mensagem, como se estivesse contando uma história.
Existem três componentes em uma voz poderosa: personalidade, paixão e um timbre bem modulado. Os dois primeiros componentes são alcançáveis ou alcançados quando estamos em harmonia com a mensagem que estamos passando. Alcançamos o terceiro através de treinamento.
Personalidade – é “você”, o que compartilha com sua audiência, seus pensamentos e crenças. É o resultado de suas experiências e o quanto elas serviram para dar cor a sua vida. A essência de quem você é está na sua voz.
Paixão – é a intenção alinhada ao conteúdo e a personalidade. O conteúdo é o que você tem a dizer, suas palavras e ideias manifestadas de maneira falada. Quando o que você fala está de acordo com sua intenção, temos paixão. Se existe um conflito interno, pode ter certeza que ele é percebido pelas pessoas que o ouvem e seu discurso perde poder.
Timbre bem modulado – dois aspectos são cruciais para uma voz marcante: Dicção e tom vocal.
A dicção é o modo como uma pessoa articula e pronuncia as palavras. Uma boa dicção faz com que você soe mais inteligente e fácil de entender. 
O tom vocal é a ressonância, timbre e a beleza de uma voz. Grande parte da beleza e qualidade da voz é produzida pela ressonância que começa na laringe e estende-se pela cavidade oral e cavidade nasal.
Respirar corretamente é essencial na construção de uma voz agradável. A maioria das pessoas respira rápida e superficialmente, usando somente a parte superior do peito. No entanto, sua respiração deve vir do diafragma. Pratique inalando profundamente durante 5 segundos, até que o ar encha totalmente seu abdômen e em seguida expire por 5 segundos.
Ronnie James Dio, conhecido como “A Voz do Heavy Metal”, um dos melhores vocalistas da história do rock in roll, apesar de conhecer diversas técnicas vocais, afirmava, categoricamente, que sua habilidade era devido à respiração diafragmática, que utiliza desde os cinco anos de idade quando começou a tocar trompa, um instrumento que exige domínio desse tipo de respiração para executar os acordes e notas.
Tente trabalhar essa nova maneira de respirar junto com sua fala. Procure respirar no final de cada frase – se você usar o método de respiração profunda, você deve ter ar suficiente para passar para próxima frase, sem ter que fazer uma pausa para respirar. Isso também vai dar aos seus ouvintes a oportunidade de absorver o que você está dizendo.
Observe sua postura, procure manter seus ombros para trás e o queixo na linha do horizonte, essa postura ajuda a projetar a voz e lhe dá um ar mais confiante.
A velocidade da fala ideal em uma apresentação é o mesmo ritmo de uma conversa, aproximadamente 140 a 170 palavras por minuto. Se você usa mais de 170 palavras por minuto comece a usar pausas, esse artifício ativa a curiosidade e mantém a plateia atenta.
Intercalar ritmos também é uma boa ideia: discurso mais lento faz com que a mensagem passada soe mais importante, enquanto que um passo mais acelerado passa energia e dinamismo. 
Independente da cultura, inflexão descendente no final das sentenças indica autoridade e poder. Enquanto a inflexão ascendente indica dúvida e insegurança.
Elaboramos um E-Book com algumas dicas de dicção e oratória. Solicite-o por email. Teremos satisfação em enviá-lo para você.
Qualquer pessoa pode transformar o som de sua voz. A mesma técnica usada pelos atores está disponível para você. Procure um fonoaudiólogo ou um coach de voz para trabalhar essa parte e melhorar sua dicção e tom vocal se achar necessário.



Já ouviu falar em autossabotagem? O que significa isso? Pode ser que você não saiba o que é, porém, certamente, já experimentou momentos em que você devia agir de uma determinada maneira e fez, exatamente, o oposto.
É como se existisse duas pessoas com desejos contrários e conflitantes dentro de você, vencendo a que tem mais força. É quando você puxa o “seu próprio tapete”. 

Autossabotagem é um mecanismo de defesa. O objetivo é garantir o seu bem-estar. Não quer que nenhuma mudança abale o equilíbrio aparente da sua vida.
Como é possível proteger se acaba prejudicando? Por que isso acontece? Como resolver? 



A autossabotagem tem muitas origens e pode se manifestar de diversas maneiras. Nesse post, vamos analisar algumas delas.

É muito importante não confundir autossabotagem com disfunções neuroquímicas do cérebro que comprometem o desenvolvimento cognitivo fazendo as pessoas procrastinarem, como o deficit de atenção (TDAH) por exemplo. 

Já falamos sobre a importância de ter bem definido o que desejamos, fazer uma boa formulação de objetivos. Hoje, vamos analisar porque, algumas vezes, por motivos desconhecidos, você não consegue realizar nenhuma ação para atingir seus objetivos e ocorre a autossabotagem. Será que tem alguma coisa de errado com o que desejamos?

Pois bem, é provável que em algum nível do seu sistema exista alguma parte que não concorda com seu objetivo. No entanto, você não sabe disso de modo consciente. 

Vamos citar um exemplo para facilitar o entendimento. Uma moça queria muito vencer o medo de falar em público e planejava fazer um curso que a prepararia para isso. Embora esse fosse seu objetivo, não entendia porque sempre adiava sua inscrição no curso. Colocando o seu ideal cada vez mais longe.

Enquanto não existir congruência entre você e seu objetivo, ou acreditar que não consegue fazê-lo, descobrirá maneiras inconscientes para não conseguir o que quer.

Vamos dar algumas dicas para você entender o que pode estar acontecendo.

Primeiro, faça uma lista com os seus objetivos, o que você quer, estabelecendo datas para alcançá-los. Tenha cuidado para não colocar o que você não quer. Já falamos sobre isso no post “Construindo uma nova auto imagem”. Talvez pudesse reler para lembrar. 

Uma vez definida sua meta (com data limite) convém fazer uma “investigação” para verificar se há congruência. Como fazer isso? Visualize-se naquela data futura que você definiu para alcançar seu objetivo. Nesse dia, você conseguiu atingir sua meta. Como se sente? É ótima a sensação de sucesso, não é? 
Enquanto visualiza-se, responda algumas perguntas para si: 

. O que eu ganhei atingindo esse objetivo? 
. Caso não tivesse conseguido isso, o que eu perderia? 
. O que eu perdi para conseguir isso?

A terceira resposta será a chave para identificar se há ou não congruência. 
Não se iluda, não aceite: “Não perdi nada”. Sempre que ocorre mudança de comportamento, temos ganhos e perdas. 

. O que você tinha no passado e que agora não tem mais com esse novo comportamento? 

No nosso exemplo, ao aplicar a técnica, a moça disse que ela tinha a atenção dos seus amigos no passado. Eles a consolavam quando não se saía bem numa apresentação, a incentivam e diziam o que fazer. “Agora, alcançando meu objetivo, isso não acontece mais e eu não quero perder a atenção deles.” 

Com essa constatação ela conseguiu encontrar a causa da sua autossabotagem. Retornando ao estado presente, pode pensar em novas atitudes ou maneiras de conseguir a atenção dos seus amigos, satisfazendo a sua intenção positiva, sem precisar desviar-se do seu objetivo. 

Outra forma de autossabotagem são os paradigmas limitantes. São padrões ou modelos estabelecidos durante nossa vida, que não podemos provar se são verdadeiros ou falsos e que podem sabotar nossas habilidades e resultados. 

Um exemplo disso, é acreditar que para se ter sucesso é necessário sacrificar-se. Uma das funções do nosso cérebro é a preservação da espécie e a busca do prazer. Então, quem é que vai desejar, conscientemente, sacrificar-se? 

Se continuar pensando que falar em público é algo penoso, o que você acha que vai conseguir com isso? O simples pensamento de realizar algo penoso diminuem, drasticamente, nossos resultados. 

Caso uma criança, passe a sua infância ouvindo o pai reclamando do seu chefe, que ele é uma pessoa insensível, ruim e que maltrata os funcionários, poderá se autossabotar na fase adulta, quando o seu objetivo ou meta o conduzir a uma promoção a chefe. Ele continuará “vendo” a situação com os olhos da sua criança interna e não desejará, inconscientemente, ser chefe. 

As pessoas que querem progredir na vida profissional, ser promovido ou expandir seus negócios e obter mais dinheiro podem esbarrar na dificuldade de falar em público e isso as impedem de progresso profissional. O que vai acontecer se elas têm a crença de que ricos são pessoas egoístas, desonestas e invejadas? Será que vencerão suas dificuldades para conseguir mais sucesso e dinheiro? 

Identifique suas crenças e mude suas referências. Reprograme-se de modo eficiente. É pela repetição que o paradigma se forma. Então, podemos usar da mesma estratégia para quebrar e modificá-lo. 

Identificar a congruência entre você e seus objetivos, e quebrar paradigmas pode não ser uma tarefa muito fácil de realizar sozinho. 
As técnicas de Coaching e PNL podem lhe ajudar nessa tarefa. Talvez seja aconselhável procurar um profissional.  
Certamente, será um grande desafio e vital para o seu desenvolvimento pessoal. 

Abraço






A grande maioria das pessoas e profissionais erram ao usar o mesmo tipo de linguagem e postura com as pessoas ao seu redor.

Você já ouviu a frase de que devemos tratar as pessoas como gostaríamos de ser tratados? Pois bem, isso nem sempre funciona. E as chances de acumular frustrações são bem maiores. É muito mais assertivo tratar o outro como ele gosta e quer ser tratado. Suas chances de ter sucesso, com certeza, serão maiores.

A Programação Neurolinguística (PNL) nos ajuda a organizar os diversos tipos e estilos de pessoas em grupos. Existem três formas de processar a informação internamente: visualmente, auditivamente e cinestesicamente.
Todos nós, sem exceção, usamos os três sistemas representacionais o tempo todo, porém temos um modelo dominante (mínimo 40%).
As pessoas que são mais visuais, geralmente, falam rápido, são objetivas, gesticulam bastante, se fixam nos detalhes do ambiente, nas cores, valorizam o esmero e a decoração, falam de uma maneira confusa, pois tendem a seguir suas imagens interiores, não percebendo que as outras pessoas não estão vendo-as. Conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo. 



Os auditivos são bons ouvintes, seus pensamentos ocorrem em velocidade moderada, conversam consigo antes de responder qualquer pergunta. Prestam atenção aos sons ao seu redor. Geralmente, são organizados, necessitam de informações detalhadas e instruções para realizar tarefas. Concentram-se em uma coisa por vez. 


Os cinestésicos privilegiam o toque e a aproximação das pessoas. Falam pausadamente, gesticulam bastante, porém são gestos mais baixos, e são impacientes para ouvir. Preferem a ação. Aprendem fazendo. São extrovertidos, falantes, animados e emotivos. Gostam de bem-estar e aconchego. 
As pessoas que são mais de 40% cinestésicas são amigas do bairro todo. Abraçam de corpo inteiro. Aceitam convites para todos os  eventos, até batizado do cachorro do amigo. São tão emotivos que são capazes de chorar no velório de quem nem conhecem. Sabe aquele tipo de pessoa que você convida para almoçar e ela não vai mais embora? A noite chega e ela, ainda, está lá? E se você a convidar para dormir, ela aceita? 


A essa altura, você pode estar se perguntando qual é o seu sistema representacional dominante. No entanto, quando fizer uma palestra, procure levar em consideração que terão pessoas com dominância nos três sistemas na plateia. Nesse caso, utilize recursos visuais, auditivos e cinestésicos. De nada vai adiantar satisfazer apenas ao seu próprio sistema. Afinal, a sua mensagem está sendo direcionada para quem? Você quer a atenção de quem?

Segundo Eduardo Ferraz, 50 % das pessoas são visuais, 20% são auditivas e 30% são cinestésicas. Portanto, se falar para apenas um determinado público, poderá perder a metade, ou até mais, da plateia. 

Como planejar e organizar a palestra para obter a atenção da plateia?
Para os auditivos, use argumentações corretas, informações técnicas, siga uma sequência lógica e ordenada de raciocínio, enfatize pontos com entonação diversificada na voz e, se possível, informações por escrito.

Para ter sucesso com os visuais, seja objetivo, com informações aplicáveis e práticas, sem prolongar-se em detalhes e utilize imagens bonitas e coloridas. Poderá pedir para que façam algumas anotações.

Para os cinestésicos, use exemplos concretos fazendo referências a sensações, imagens dinâmicas, com movimentos, não falar apressado e citar algo engraçado que os faça rir. Caso seja possível, movimente-se, ora se aproximando da plateia, ora afastando-se.

Outra dica que o ajudará bastante, é utilizar os predicativos adequados aos sistemas representacionais dominantes dos ouvintes.
Predicativos são verbos, adjetivos, advérbios ou expressões que, geralmente, são muito utilizados pelos ouvintes, no dia a dia, de acordo com seu próprio sistema representacional.
Alguns exemplos a seguir.

Visuais: veja, claro, aparecer, imaginar, focalizar, bonito, vista, brilhante, panorama, cor, ponto de vista, obstáculo, escuro, aspecto, apagar, horizonte, notar, mostrar, clarear, perspectiva, noção vaga, colírio para os meus olhos, sem sombra de dúvida, olho fixo, à luz de, ideia obscura.

Auditivos: ouvir, mencionar, harmonia, volume, ruído, estalo, estridente, murmúrio, soar, ensurdecedor, música para os meus ouvidos, isso é grego para mim, maneira de falar, alto e claro, palavra por palavra, conversa mole, maneira de dizer, porta-voz.

Cinestésicos: sensação, pressão, suave, não esquenta, pessoa fria e insensível, não peguei a ideia, firme, estresse, afiado como faca, sinto isso nos meus ossos, impulso, agarrar, sólido, cabeça fresca, aguentar firme, estar nas nuvens.

É importante comunicar-se nos três canais. E você poderá desenvolver os outros dois sistemas usados com menor intensidade. Basta praticar, conscientemente, aguçando suas percepções.

Quando sair na rua ou num parque, concentre sua atenção somente nas imagens, por alguns minutos. Note os detalhes quanto à cor, tamanho, movimentos, formas. Quanto mais detalhes, melhor. Depois, atente, apenas, para os sons que você ouve. Barulhos, ruídos e buzinas dos carros, canto dos pássaros, choro de crianças, músicas. Após isso, concentre sua atenção em todas as sensações do seu corpo e ao seu redor, tais como, o vento no rosto, pés no chão, sua respiração, mão deslizando na sua pele, toque no cabelo, conforto da sua roupa no corpo.
Depois disso, abra os três sistemas ao mesmo tempo.

Você poderá fazer esse exercício em qualquer lugar e assim equilibrar suas percepções.

Conhecer os sistemas representacionais vai lhe ajudar, não só nas suas palestras, como também na gestão de pessoas e relacionamentos pessoais. Já imaginou um namorando visual e a namorada auditiva? Vai adiantar levar presentes ou flores se não falar que a ama? Agora, imagine, um cinestésico e uma visual. Não vai adiantar ser carinhoso, ficar abraçando e beijando a todo instante se não “olhar” para seu vestido novo, não levar flores ou escrever um cartão. Além disso, o modo lento de falar do cinestésico deixará o visual totalmente impaciente. Não é mesmo?

Esse post foi útil para você? 
Recomende a leitura para seus amigos. Eles, também, poderão aprender a desenvolver suas habilidades.

Até mais





Quem já passou pela experiência, durante uma apresentação, no trabalho ou escola, de estar ali nervoso, inseguro, torcendo para que o tempo passe rápido, para acabar com aquele sofrimento e, de repente, a ideia foge da mente? Acontece o tão temido “branco”.


Por que isso acontece? O que fazer para evitar?

A resposta está na nossa preparação técnica e psicológica. Geralmente há uma falha em uma ou em ambas.
Conforme, muito bem comentou nosso leitor, Celso Martins, é importante conhecer bem o assunto que se vai falar. A preparação prévia é fundamental.

Algumas pessoas, porém dominam bem o conteúdo da palestra, são ótimos profissionais na sua área e, mesmo assim, sofrem com os “brancos”.
O que percebemos nos palestrantes nervosos é que eles se preparam psicologicamente para ter o “branco”.

Lembra dos posts anteriores? Tudo é criado na mente para depois tornar-se realidade.
Ao temer muito alguma coisa, passamos a crer que aquilo é possível ou inevitável de acontecer.
Quando alguém pensa no que teme, sem dar-se conta, está construindo aquela imagem mental com os “brancos”. Chegando, até mesmo, sentir a sensação de humilhação e rejeição. Colocam todo o seu potencial e os seus sentidos para trabalhar contra si mesmo.
Nosso cérebro é obediente. Nós só precisamos gerenciá-lo melhor, saber ser o seu comandante.

Vamos realizar outro exercício agora?

Talvez você possa sentar-se ou adotar outra posição ainda mais confortável. Feche os olhos, respire profundamente algumas vezes, relaxe o corpo e visualize-se um palestrante persuasivo, expressivo e convincente, como se estivesse vendo-se numa tela de cinema. E você está ali, sentado, assistindo.
Você já sabe fazer isso. Aprendeu a fazer nos posts anteriores.

Olhe para a projeção na tela, como você está vestido? Observe os detalhes dos seus sapatos, da sua roupa? Qual a cor delas?
Você está usando um perfume? Sinta a fragrância dele.
Como é o tom da sua voz? Perceba a firmeza e o entusiasmo dela.
Como você caminha diante da plateia? Note a sua postura de sucesso.
Olhe para os seus ouvintes e perceba como eles estão atentos ao que você fala. Ouça o som das palmas deles lhe aplaudindo.
Coloque cor nessa imagem. Enriqueça-a com muitos detalhes.
Essa imagem que você está vendo na tela desse cinema é o seu “Eu do amanhã”, num futuro brilhante e próximo. Sinta admiração por ele.
Olhe para o rosto do seu “eu do amanhã” e perceba a expressão de felicidade dele. A sensação que ele está sentindo é tão boa que está pensando: “Eu me sinto muito bem aqui!”.
Ainda na sua imaginação, levante-se da cadeira que você está sentado e vá em direção à tela de projeção. Interiorize-se, entre na cena e assume o papel do seu “eu do amanhã”. Vista as roupas dele e desfrute de todas as sensações de sucesso que acabou de construir para o seu “eu” ideal. Entregue-se, permita-se sentir.
Ainda vivendo-o integralmente, olhe para o seu passado e veja todos os passos que seguiu e tudo o que precisou fazer para estar ali daquela maneira completa e total.
Após isso, se dissocie da cena e se despeça do seu “eu do amanhã”. Dê-lhe um abraço e diga o quanto você está orgulhoso dele por ser esse palestrante de sucesso.
Retorne para o seu lugar. Tudo o que você acabou de construir lhe pertence. Agora é só uma questão de tempo para chegar lá. De agora em diante, essa imagem será a única que você vai ter quando pensar em uma palestra ou apresentação.
Abra os olhos, diga o dia da semana e movimente-se um pouco. Ótimo!

Repita essa técnica quantas vezes quiser. Quanto mais praticar, mais sucesso terá.
Após realizar esse exercício, talvez pudesse compartilhar conosco a sua experiência deixando um comentário.

Até breve!